Grávida, outra vez, durante a licença de maternidade

Grávida, outra vez, durante a licença de maternidade

7 ideias que podem ajudar nesta fase

Ainda não terminou a sua licença de maternidade e voltou a engravidar? Como é suposto gerir isto? Como fica, agora, o subsídio parental
Informe-se aqui sobre as preocupações mais frequentes das mulheres que passam por essa situação, e veja algumas ideias para lidar com a situação.

Sugestão:

 

Grávida outra vez. Como gerir?


Talvez pensasse que não era possível engravidar tão pouco tempo depois do parto ou durante a amamentação. Nesta situação, há muitas mulheres que pensam, por exemplo, em:

Seja qual for sua a preocupação específica: não está sozinha. E é normal não saber o que fazer agora!

 

Como funciona, agora, o subsídio parental? 

Dado que descobriu esta gravidez (totalmente inesperada) no decorrer desta baixa de maternidade, é natural que tenha muitas dúvidas quanto ao subsídio parental
Felizmente, não existe um número limite de baixas de maternidade, nem uma distância temporal mínima entre uma e outra. O subsídio parental que está a receber vai manter-se igual até ao fim, pois a descoberta desta gravidez não o irá alterar. No entanto, a próxima licença de maternidade poderá ser uma preocupação para si. Por isso, apresentamos algumas informações que lhe poderão ser úteis:

  • Regresso ao trabalho no final desta licença: se mantém contrato de trabalho ativo (ou se trabalha por conta própria), poderá regressar ao trabalho e, quando o novo bebé nascer, pedir nova licença de maternidade. Na maioria dos casos, é exigido que tenha registo de remunerações em pelo menos um dos seis meses anteriores ao nascimento.
  • Fim do contrato de trabalho durante ou depois da licença: se o contrato terminar, entretanto, poderá pedir o subsídio de desemprego (apenas depois de terminar a licença parental). Depois do parto, poderá pedir novamente o subsídio parental, interrompendo o subsídio de desemprego, que será retomado quando este terminar. Caso não tenha critérios para receber o subsídio de desemprego (ou o subsídio social de desemprego) poderá esperar até ao nascimento do bebé e pedir o subsídio social parental (cuja atribuição será avaliada de acordo com os rendimentos do agregado familiar). Informe-se sobre os principais apoios durante a gravidez
  • Medo de despedimento quando regressar ao trabalho, por estar novamente grávida: uma trabalhadora grávida (que já tenha informado o seu empregador por escrito em relação a essa gravidez) encontra-se protegida: o empregador não a pode despedir sem antes informar a CITE (Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego), de modo a que este organismo analise a situação. Para além disso, não é legal despedir uma trabalhadora apenas por estar grávida.  Saiba mais sobre este assunto: Despedimento durante a gravidez.

 

Encorajamento: porque você pode conseguir

Na verdade, e numa perspetiva de organização da vida profissional, optar por não deixar passar muito tempo entre o nascimento de cada filho pode ter algumas vantagens
Há mulheres que decidem conscientemente ter os filhos bastante seguidos, de modo a poderem assumir compromissos profissionais mais prolongados, quando regressarem ao seu emprego. 

Talvez a ajude se reparar que você já passou pela maior das mudanças, que foi o primeiro filho. Os pais que têm vários filhos referem, geralmente, que o primeiro foi o que mais os desafiou enquanto adultos e na gestão dos seus ritmos. A chegada de outros filhos, porém, tende a ser mais tranquila, pois a organização geral da vida não é tão perturbada. 

Outro aspeto importante: desta vez, pode apoiar-se na experiência, tão significativa, que já adquiriu. Porque você já é mãe e porque, desta vez, já não está a viver os desafios pela primeira vez! 

Ouvimos, com frequência, muitas mulheres referirem que se sentiram igualmente ocupadas com um, dois, três ou mais filhos. É que, em última análise, crescemos com as responsabilidades e com os desafios.  Para lidar com esta realidade, é muito bom procurar ajuda, de modo a conseguir ter tempo para si própria e recarregar baterias. 

Sinta-se à vontade para contactar as nossas counsellors com qualquer questão que neste momento lhe traga dúvidas ou considere confusa! Podemos apoiá-la nesta fase de tomada de decisão com a nossa experiência e, se o desejar, também com ajuda a um nível mais prático

Pode fazê-lo das seguintes maneiras: 

 

7 ideias para se fortalecer nesta fase


Durante esta fase desafiante, é recomendável tratar bem de si própria. Sobretudo enquanto não tem a certeza se quer prosseguir com a gravidez, se você se sentir bem, é mais fácil conseguir ter liberdade interior para deixar amadurecer uma decisão.

 

1. Trate bem do seu corpo e procure descansar

Para se proteger, é recomendável fazer algumas pausas ou pequenos intervalos no seu dia a dia sempre que possível, considerando que já tem um filho pequeno. Talvez o pai, algum familiar ou um amigo possam encarregar-se do bebé durante uma ou duas horas por dia para você conseguir descontrair e disfrutar de um tempo para si própria.  
Também é bom para o seu corpo se você conseguir seguir uma dieta o mais saudável e equilibrada possível. 

 

2. Conversas que lhe façam bem 

Existem pessoas próximas de si com quem possa conversar livremente? Às vezes é benéfico encontrar alguém que, simplesmente, nos ouça e exteriorizar tudo o que nos oprime.

Se, neste momento, não consegue identificar ninguém ou se preferir falar com uma pessoa fora dos seus contactos e que tenha experiência, entre em contacto connosco!

 

3. Partilha e tempo de qualidade com o seu companheiro 

Especialmente nesta altura de desafios e incertezas, pode ser bom conversar frequentemente com o seu companheiro. Talvez ele tenha ideias sobre esta situação sobre as quais possam refletir em conjunto? Ou, em qualquer caso, possa ser positivo passar deliberadamente mais tempo juntos, depois do nascimento do seu bebé mais velho. 

 

4. Aceite ajuda

Talvez existam familiares ou amigos que consigam apoiá-la neste momento. Pode ser benéfico e tranquilizante se alguém a ajudar com as compras, com as refeições ou com a lavagem da roupa. 
Se for difícil conseguir apoio da sua família, talvez consiga encontrar uma baby-sitter, ama ou creche bem como informar-se sobre ajudas financeiras que a possam aliviar. 

 

5. Cuide de si, até nas coisas mais pequenas 

Pequenos cuidados podem ter um efeito maravilhoso. Se, por exemplo, sentir que está prestes a “ir abaixo”, pense em alguma coisa de que goste e possa fazer mesmo quando tem o seu bebé nos braços, tal como comer um bocadinho de chocolate, beber uma chávena de chá ou café, dar um passeio na natureza ou outra coisa que lhe faça bem. 

 

6. Você não tem de ser perfeita

Nem na relação com o seu companheiro, nem na relação com os filhos. As coisas também podem ficar por arrumar em casa, ou por terminar na lista de tarefas. Talvez você consiga descobrir o seu caminho até esta serenidade, de modo a perceber o que a faz sentir-se interiormente descansada? 

É recomendável viver “aqui e agora” para enfrentar este momento o melhor possível. Ou aceitar aquilo que não pode ser alterado, tal como quando o seu filho risca uma parede com canetas de feltro.  

 

7. Estabilidade na rotina 


Enquanto humanos, nós precisamos de estabilidade, e por isso é importante e útil manter uma rotina clara e bem estruturada. 

 

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