Como tomar uma boa decisão?

Como tomar uma boa decisão?

12 ideias para um bom processo de tomada de decisão

A decisão a favor ou contra ter um filho é provavelmente uma das mais difíceis na vida de alguém. 

Para ajudar a optar por um caminho com o qual consiga viver bem nesta situação desafiante, reunimos 12 ideias concretas sobre como tomar boas decisões.  Talvez nem todos os pontos se apliquem a si, mas poderão ser úteis…

Ajudas para a sua decisão:

 

1. Dê-se tempo e resista à tensão: "as coisas boas demoram"

O tempo é precioso. Sobretudo diante de uma decisão tão importante, é fundamental dar tempo a si própria. Só assim será possível deixar assentar a novidade e equilibrar o que ficou “desarrumado” com a notícia da gravidez. Ao percorrer um determinado período de tempo – aquele que precisar – poderá ver com calma qual é a direção que quer seguir.

Imagine um lago, cuja água foi agitada. É preciso algum tempo até que volte à sua serenidade habitual e seja possível ver de novo o seu fundo. 

Dar a si mesma tempo, nesta situação tensa, e aguentar, lutando consigo própria para tomar uma decisão, não é, nem por sombras, uma tarefa fácil... mas, apesar de tudo, é o mais recomendável. Ao conseguir fazê-lo, vai aumentar a probabilidade de, no futuro, conseguir dizer: tomei a decisão certa

Aqui pode encontrar todos os prazos e calcular quanto tempo lhe resta: Até quando se pode abortar?

 

2. Recorra àquilo que lhe dá forças e permita-se descansar

Se se sentir bem, é mais fácil tomar boas decisões!

Às vezes andamos à luta com uma grande decisão e tentamos com todas as nossas forças chegar a uma solução. Esta inquietação constante pode levá-la à exaustão, ou até ao desespero. 

Neste processo tão intenso de tomada de decisão, experimente recorrer a cada fonte de forças que tem à sua disposição. Talvez encontre algo para fazer que a ajude a acalmar-se e, assim, entrar em contacto com o seu eu interior. Por exemplo, um banho quente ao som da sua música favorita, ou um passeio na natureza… 

Também é recomendável fazer pequenos intervalos – um dia ou dois – nos quais a decisão fique, simplesmente, a repousar e a amadurecer. Não é obrigatório estar sempre a entrar numa “montanha-russa” de pensamentos. 

Isto transforma a tensão da inquietação em pensamentos mais focados que permitem, gradualmente, ir tomando uma decisão sólida

 

3. Fale com alguém – mas não com qualquer pessoa

Ter bons amigos ao seu lado vale o peso deles em ouro. Os amigos tornam a vida melhor e podem ajudar a descobrir uma boa direção! Ao mesmo tempo, falar sobre esta decisão tão pessoal com demasiadas pessoas pode tornar-se confuso

Por isso damos-lhe uma sugestão: escolha alguém que a conhece realmente bem, em quem confia e que deseja o melhor para si. Alguém que, no passado, talvez já lhe tenha dado alguns conselhos bons e desinteressados. Com uma pessoa assim, é mais fácil conseguir falar livremente sobre o que está a viver. 

 

4. Desligue de vez em quando e procure distância e silêncio

Com todo o frenesim dentro de si e, talvez, também à sua volta, pode ser bom procurar sítios e momentos específicos para ter paz e sossego

Muitas vezes, é quando as coisas estão calmas à nossa volta que conseguimos escutar e sentir de modo mais preciso aquilo que nos dizem a cabeça, o coração ou mesmo as entranhas. E, a partir daí, podemos perceber melhor a direção para onde aponta esta bússola interior, essa voz discreta dentro de nós, que nos conduz pela vida fora. 

 

5. Desmascare os seus medos

"O medo é um mau conselheiro" – esta frase é uma grande verdade. Porque o medo faz com que nos sintamos menos capazes do que realmente somos e muito menos seguras e autoconfiantes. 

Tenha coragem para avaliar cuidadosamente os argumentos que surgem na sua cabeça: quais são os que nascem do medo?  Quais os que são realmente seus? Se os conseguir distinguir, será mais fácil ter coragem: o medo começa na cabeça, mas a coragem também. 

Se o medo a preocupa muito e estiver a dificultar o seu processo de tomada de decisão, leia aqui mais informações sobre o medo e a gravidez.

 

6. Uma lista de prós e contras

Por vezes surge uma avalanche de pensamentos na nossa cabeça e é difícil ordená-los e identificá-los. Um ato tão simples como passar os pensamentos para o papel pode ser uma grande ajuda e, às vezes, basta isso para a situação parecer menos confusa. 

No nosso artigo "Aborto: prós e contras" fique a saber como criar uma lista de prós e contras que a ajude realmente.

 

7. Medir e pesar as coisas: o que vale mais?

Nem todos os argumentos são igualmente importantes ou valiosos. Imagine uma balança: se colocar dez moedas num dos pratos e uma nota de 100€ no outro, o prato das moedas vai ser o mais pesado ainda que, na verdade, o seu valor seja muito inferior. 

Passa-se o mesmo quando se trata de pesar argumentos: não é só o número que conta, mas também o valor de cada um, que pode variar bastante. 

Ao pesar, fazer esta pergunta pode ajudá-la: se eu comparar estes dois argumentos, qual deles pesa mais? Qual o mais importante para mim?

 

8. Vale a pena ouvir a sua voz interior

Uma lista de prós e contras apela principalmente à mente, dirige-se, sobretudo, à razão. Mas também existe em nós uma voz interior. Que voz é essa? 

Vai receber respostas diferentes conforme a pessoa a quem faz a pergunta. Mas podemos dizer que se trata de um “guia pessoal e interior”. Esta voz conhece os seus desejos pessoais, os seus valores e a sua consciência. Isso faz dela uma bússola única e valiosa. 

Agir de acordo com as suas convicções mais profundas pode despertar em si uma grande força, porque vai ajudá-la a sentir aquilo por que vale a pena lutar. Atreva-se a dar ouvidos a esta sua voz interior.

 

9. Perguntas e desafios mentais para fazer a si mesma

É você quem melhor se conhece. Colocar as questões certas a si própria pode ajudá-la a alargar a perspetiva e a descobrir pontos de vista completamente diferentes: 

  • Imagine que tem 80 anos e vê-se em retrospetiva, quando estava a tomar esta decisão de hoje. Que conselho se daria? 
  • De qual das decisões acha que vai sentir mais orgulho, quando for bastante mais velha
  • Imagine que uma amiga ou familiar se encontra a viver exatamente a mesma situação. Que conselho lhe daria? 

 

10. Faça um teste a si própria

Viva como se tivesse tomado uma das decisões durante uma semana, e com a outra na semana seguinte.

Para ajudá-la a avaliar as duas possibilidades, fazer um pequeno teste a si mesma pode ser útil: num primeiro momento, viva durante uma semana como se tivesse decidido que vai fazer um aborto. Na semana seguinte, viva como se tivesse decidido ter a criança

Recomendamos que “aproveite” realmente estas duas semanas para se observar, mas sem dar nenhum passo irreversível. Por agora, é apenas um teste.

Quando estes 15 dias terminarem, tire um tempo para refletir sobre a experiência de ambas as semanas: de que modo a decisão afetou a sua vida no dia-a-dia? Como se sentiu interiormente – logo ao início, mas também no decorrer dos dias? Com qual destes sentimentos quer continuar? 

Agora, pode basear a sua decisão numa experiência que é realmente sua. 

 

11. Tenha em conta todas as partes da sua vida

Às vezes, nas situações mais complexas da vida, é melhor ter a visão de uma águia sobre o problema, olhando o puzzle de cima e perguntando-se sobre o sentido disto tudo. Temos três ideias que a podem ajudar: 

  • Não pode mudar o passado – mas pode mudar o futuro: 
    Talvez seja precisamente isto o que quer: ser capaz de voltar atrás e mudar tudo. Este desejo de fazer o relógio andar para trás é compreensível. Mas não é possível. O que pode fazer agora é, em liberdade, decidir quem quer ser aqui e agora – e de que modo quer prosseguir com a sua vida. Como pode tornar-se a “melhor versão” de si mesma e o que é que a faria sentir-se orgulhosa.
  • As surpresas da vida, muitas vezes, trazem oportunidades: 
    O que é que desperta em si a ideia de que “a vida nunca nos coloca tarefas e perguntas desafiantes sem uma razão válida”? Qual o bem e utilidade que poderia vir desta gravidez, agora?  
  • As crises que são bem ultrapassadas podem fazer surgir em nós forças inesperadas: 
    tente lembrar-se de uma situação que foi difícil para si e com a qual conseguiu lidar bem e com coragem. O que é que mudou para si e em si e na sua vida, como resultado? 

 

12. Procure apoio profissional

Talvez esta seja a primeira vez em que tem de tomar uma decisão destas. Ou então talvez já tenha tido situações semelhantes no passado mas, mesmo assim, é outra vez tudo novo. Já pensou em partilhar as suas preocupações com quem já acompanhou muitas mulheres em situações semelhantes?  

Pode encontrar alguém com essa experiência ao contactar uma das  nossas counsellors. Pode fazê-lo, gratuitamente, de várias maneiras:

  • ⚖️ Aborto: sim ou não? – Faça o Teste do Aborto! Irá receber uma análise imediata e a possibilidade de permanecer em contacto com uma counsellor, se assim o desejar.
  • ⛑ Gravidez não planeada? – Faça o Teste de Primeiros Socorros e receba uma análise individual instantânea.

 

Outros artigos interessantes:

Considera que a informação neste artigo foi útil?