Tempo de espera para abortar

Tempo de espera para abortar

744154720 | Chutima Chaochaiya | shutterstock.com

A consulta de IVG é fácil de marcar, ou costuma demorar?

Está interessada em saber quais são os tempos de espera no Serviço Nacional de Saúde (SNS) para uma consulta de Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG)?
Embora com ligeiras oscilações dependendo da localidade, em Portugal esta resposta é rápida por parte dos serviços de saúde. A partir do momento em que a mulher contacta o hospital ou centro de saúde e pede para marcar uma consulta de IVG, esta deve ocorrer num prazo máximo de cinco dias.

A primeira marcação será uma consulta prévia, sendo que a intervenção só é feita, no mínimo, três dias depois.

Sugestão:

Filas de espera e médicos objetores de consciência?

Ao contrário do que, infelizmente, acontece em alguns hospitais no tratamento de certas doenças, quando se trata de marcar a consulta de IVG, o problema das filas de espera não se coloca. Os serviços de saúde têm presente o limite de tempo legal para a realização deste procedimento. Por isso, como referimos acima, a consulta é marcada num prazo de cinco dias.

Estar consciente desta informação pode ser bom para si, se por acaso se sentir ansiosa com a possibilidade de ter de enfrentar dificuldades de marcação: mesmo que, obviamente, deva ter presente o prazo legal para abortar, não precisa de marcar a consulta precipitadamente, sobretudo se ainda estiver muito no início da gravidez. Poderá fazê-lo sem constrangimentos apenas quando se sentir preparada.

Contudo, é verdade que nem todos os serviços têm os mesmos recursos disponíveis: por vezes existem centros de saúde e hospitais onde todos os profissionais são objetores de consciência. No entanto, ainda que isso aconteça na sua localidade, o seu pedido será encaminhado para um outro estabelecimento onde exista essa consulta. Mesmo nesses casos, a IVG continua a ser assegurada pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) de modo gratuito e em tempo útil, de acordo com o previsto no artigo 4º da Lei 16/2007 e o artigo 12º da Portaria 741-A/2007.

Fazer um aborto assim que possível?

Inúmeras mulheres, de entre as que foram acompanhadas pela profemina, referem que foram aconselhadas a tomar uma decisão o mais rapidamente possível. Porém, este conselho – que, geralmente, é dado com boas intenções —, pode criar uma sensação de pressão muito forte e angustiante. Sobretudo se a mulher ainda não teve oportunidade para organizar as próprias ideias, pesando todas as razões para uma ou outra decisão e não tem a certeza do que é melhor para si própria naquele momento. A experiência mostra que, normalmente, quando uma mulher toma o tempo suficiente para amadurecer a sua decisão, tende a sentir-se mais satisfeita com a resolução tomada, mesmo a longo prazo.

Algumas sugestões para si:

  • Esperamos que possa demorar todo o tempo que sente que precisa para tomar uma boa decisão. Deste modo, ser-lhe-á mais fácil decidir em harmonia com as suas convicções mais profundas.
  • Se isto a ajudar, procure apoio junto de alguém que a faça sentir-se verdadeiramente livre para escolher. Alguém que não a pressione e, simplesmente, esteja do seu lado.
  • Por vezes pensa que já tomou uma decisão, mas a questão “Faço um aborto ou não?” continua presente na sua cabeça, como um rumor que a inquieta? Faça aqui o Teste do Aborto. Depois de o preencher, vai receber uma análise personalizada feita por uma das nossas counsellors. Também poderá falar com essa counsellor mais detalhadamente sobre tudo aquilo que a preocupa neste momento, se assim o desejar.

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