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Onde posso fazer uma IVG?

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Estabelecimentos permitidos:

A lei portuguesa regulamenta os locais e as circunstâncias dentro das quais pode ser realizado um aborto de modo legal. Existem vários hospitais e algumas clínicas privadas em Portugal que asseguram a realização de uma interrupção voluntária da gravidez (IVG). Para fazer uma IVG, pode ser necessário um internamento, mas também pode não ser. Neste artigo vamos procurar informá-la sobre estas questões.

Sugestão: ⚖️Aborto: sim ou não? – Faça o Teste do Aborto

Onde se fazem abortos em Portugal?

Segundo a lei 16/2007, para que um aborto seja considerado legal, é necessário que este aconteça num “estabelecimento oficial ou oficialmente reconhecido”. Os estabelecimentos oficiais incluem hospitais ou centros hospitalares, unidades locais de saúde e maternidades. Os estabelecimentos oficialmente reconhecidos incluem clínicas privadas e hospitais particulares. Ou seja, em Portugal é possível fazer um aborto:

  • Num hospital público ou outro estabelecimento público de saúde
  • Numa clínica ou hospital de gestão privada, desde que oficialmente reconhecida

Por norma é possível encontrar um destes estabelecimentos em muitas das principais cidades portuguesas, por exemplo: Lisboa, Porto, Coimbra, Braga, Vila Real, Leiria, Setúbal, Beja, Faro, Horta e Funchal.


Quando uma determinada localidade não possui um serviço público de IVG, a mulher que solicitar essa consulta deverá ser referenciada para um estabelecimento fora da sua área de residência.

Nota: existem algumas clínicas privadas que estão autorizadas a fazer IVG em Portugal, embora não sejam muitas. Por isso, antes de fazer uma marcação numa clínica privada, certifique-se que é um estabelecimento oficialmente reconhecido. Se recorrer a uma clínica privada ilegal, dentro ou fora de Portugal, poderá estar a colocar em risco a sua saúde e segurança.
Saiba mais sobre estes riscos: aborto auto-induzido

Aborto cirúrgico: com ou sem internamento?

Normalmente quando é feita uma interrupção da gravidez por via cirúrgica (através de aspiração ou raspagem), não é necessário que a mulher fique internada no hospital mais do que algumas horas. Existem, claro, algumas exceções.

Aborto cirúrgico sem internamento

Por norma, um aborto cirúrgico acontece sem que haja necessidade de internamento, em estabelecimentos equipados e preparados para esse efeito. Isto significa que a mulher pode ir para casa após a intervenção e um tempo relativamente breve de recuperação (uma tarde ou uma manhã).

Aborto cirúrgico com internamento

Normalmente não é necessário um internamento hospitalar após um aborto cirúrgico, sobretudo se o mesmo for feito antes das dez semanas. Contudo, se a mulher tiver outras doenças, por exemplo, ou se já estiver num estado mais avançado da sua gravidez, então o médico pode considerar que o quadro clínico justifica um internamento.

Se a mulher se aperceber de problemas ao nível físico ou psicológico após fazer a IVG, deve entrar rapidamente em contacto com o médico ou psicólogo.

Aborto medicamentoso: em casa, na clínica privada ou no hospital?

Um aborto medicamentoso também não requer, por norma, um internamento. Parte desta intervenção é feita no serviço de saúde, e outra parte pode ser feita em casa. A primeira toma é feita na clínica ou hospital. Depois disso, ela pode ir para casa, levando consigo os comprimidos que irá tomar 36 a 48 horas depois, e que a vão levar a expulsar progressivamente o embrião. Depois disto, ela deve ir ao estabelecimento de saúde de modo a fazer exames de follow-up.

Onde encontrar moradas para fazer um aborto em Portugal?

A maneira mais simples de encontrar um estabelecimento perto de si é contactar o Centro de Saúde ou Hospital da sua área de residência. Para além disso, a Direção-Geral da Saúde disponibiliza na sua página as listas de estabelecimentos oficiais e oficialmente reconhecidos.

O que fazer agora...

Neste momento, está a pensar onde pode fazer um aborto, ao mesmo tempo que, provavelmente, atravessa uma fase na vida que é tudo menos fácil... Talvez encontre mais informação específica para cada hospital nas respetivas páginas web. Mas, para além deste aspeto, possivelmente tem perguntado a si própria: “O que é que, no meu caso concreto, há agora a fazer? Devo fazer um aborto? Qual é que é a opção certa para mim?”

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